A Casa · Nossa história
Uma casa que nasceu de uma pergunta simples
Como seria viver a parte final da vida num lugar onde o tempo pertence a quem mora, e não a quem administra?
← Voltar ao inícioNossa história
Como o Ipê Amarelo começou
O Ipê Amarelo surgiu em Petrópolis quando Dona Helena, aos setenta e seis anos, ficou sozinha após a morte do marido. Os filhos moravam em outras cidades e encontravam dificuldade em encontrar um lugar que fosse ao mesmo tempo seguro, humano e sem a frieza de uma clínica. Queriam que ela tivesse companhia sem perder a autonomia.
A casa foi aberta em 2017 por um grupo de pessoas que se conhecia da vizinhança e tinha em comum a convicção de que envelhecer com dignidade não deveria ser difícil de encontrar na serra. O nome veio da árvore que floresce no quintal todo mês de julho e que é, para quem mora no Centro de Petrópolis, um sinal de que o inverno já passou do meio.
Desde o começo, a decisão foi não oferecer serviços médicos. A casa é um lugar de convivência, de rotina bem cuidada e de presença. Quem precisar de acompanhamento clínico é orientado a buscar profissionais de saúde — e a casa pode indicar pessoas de confiança na cidade.
Nossa missão
O que nos move
"A vida na casa é medida em meses e hábitos, não em ofertas."
— princípio que orienta todos os programas do Ipê Amarelo
Acreditamos que a presença regular, a rotina respeitada e a cozinha que conhece as preferências de cada um fazem mais pelo bem-estar diário do que qualquer serviço adicional que a gente pudesse anunciar.
A família está sempre no centro. Toda decisão sobre horários, atividades e programas é combinada com quem conhece melhor a pessoa — e ninguém entra na casa sem antes visitar, conversar e sentir que é o lugar certo.
Quem cuida da casa
As pessoas por trás da rotina
Cada pessoa que trabalha aqui foi escolhida pela paciência, pela escuta e pelo genuíno interesse em fazer o dia de outra pessoa ser melhor.
Mariana Ribeiro
Coordenadora da Casa
Formada em gerontologia social, Mariana coordena os programas e é o primeiro contato da família ao chegar na casa. Mora em Petrópolis há quinze anos.
Carlos Souza
Cuidado e Rotina Diária
Carlos acompanha o dia a dia da casa, as saídas à cidade e as manhãs de horta. É ele quem conhece de cor as preferências de cada residente.
Lúcia Alves
Cozinheira e Nutrição
Lúcia prepara as refeições com atenção às preferências e restrições de cada pessoa. A cozinha é, para ela, uma das formas mais honestas de cuidado.
Como trabalhamos
Padrões que orientam cada detalhe
Combinação prévia com a família
Nenhum programa começa sem uma conversa detalhada com a família. Preferências, rotinas e limites são registrados por escrito.
Privacidade respeitada
Informações sobre os residentes não são compartilhadas com terceiros. O que acontece na casa fica na casa — exceto o que a família pede para saber.
Espaços seguros e limpos
A casa passa por limpeza diária. Banheiros, corrimãos e áreas de circulação são verificados semanalmente pela coordenação.
Registro escrito dos dias
Para estadas e residência, a família recebe um relato escrito com como os dias transcorreram — o que foi feito, o que foi comido, como a pessoa esteve.
Equipe estável e conhecida
Não trabalhamos com sistema de plantão rotativo. Quem cuida da casa são sempre as mesmas pessoas, para que a confiança possa ser construída com calma.
Canal aberto com a família
Qualquer dúvida ou pedido pode ser encaminhado diretamente à coordenação por telefone ou e-mail, sem precisar passar por atendentes ou sistemas automatizados.
Valores e presença
Uma casa construída no ritmo das estações
Petrópolis tem um clima que convida à lentidão — invernos que pedem cobertores e verões de chuvas rápidas que refrescam a tarde. A casa Ipê Amarelo foi pensada para viver esse ritmo junto com os residentes. Cada estação traz sua própria rotina: no inverno, o fogão a lenha fica aceso e as manhãs de horta começam mais tarde; na primavera, o jardim volta a ser o centro da vida da casa.
Trabalhamos com um número pequeno de residentes de propósito. Não porque a casa não poderia comportar mais, mas porque acreditamos que presença de qualidade não se divide em fatias pequenas demais. Cada pessoa que chega aqui merece ser conhecida de verdade — seu nome, o que gosta de tomar no café, os assuntos que animam a conversa.
Para as famílias que estão atravessando o processo de pensar no melhor para um pai, uma mãe ou avó, sabemos que a decisão nunca é simples. Não pressionamos. Convidamos a visitar, a conversar, a voltar quantas vezes precisar antes de qualquer decisão.
Conheça a casa
A visita é sempre bem-vinda — sem compromisso
Ligue ou escreva para combinar um horário. Mostramos todos os espaços e conversamos sobre o que a família precisa.
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